quarta-feira, 21 de novembro de 2012

TOD@S À LUTA: UNIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO



Quando se discute o ensino superior na Bahia, constata-se o atraso causado pela ação dos governos ao longo da história. Apenas como exemplo, Minas Gerais tem 13 Universidades Federais, a Bahia, até pouco tempo, só tinha uma, a UFBA. O governo Lula criou a UFRB e a UNIVALE (que pertence a 3 Estados: Bahia, Piauí e Pernambuco) e agora, no governo Dilma, estão sendo criadas as Universidades Federais do Sul e do Oeste do Estado.

Essas universidades são criadas a partir das vocações locais, as condições edafoclimáticas, a economia, a cultura, as condições socioambientais.
E nosso semiárido?

O Semiárido Baiano abrange uma área de 385.761 km2 (45% do Semiárido Nordestino e 68% do Baiano), congregando 64% dos Municípios do Estado, sendo habitado por 6,8 milhões de pessoas. Pela sua amplitude e peculiaridades, com suas próprias características justifica-se a criação de uma instituição de ensino superior e pesquisa que se adeque a essa realidade e insira-se em seu processo de transformação. 

Em inícios de 2011, o CONSISAL, o CODES-Sisal, MOC e a APAEB-Valente iniciaram uma discussão com vistas à implantação de uma Universidade no Semiárido Baiano que, embora aberta para outras localidades, de início beneficiaria os Territórios do Sisal, Vale do Jacuípe, Piremonte do Itapicuru e Nordeste II.

Uma reunião com o reitor da UFRB, Paulo Gabriel, discutiu-se a implantação de um Campus daquela instituição no Território do Sisal. A proposta foi bem recebida pelo reitor e sua equipe, mas esbarrou na questão de recursos que, como se sabe, só será resolvida com uma ampla mobilização das forças políticas e dos movimentos sociais.

Para dar continuidade a essa discussão, convidou-se o deputado federal (PT) Afonso Florence para uma reunião no próximo dia 23, na Casa da Cultura, em Valente, a partir das 11:00h. O deputado foi o relator do projeto que criou a Universidade Federal do Sul da Bahia e autor de uma indicação para a criação da Universidade da Chapada.

VAMOS À LUTA!

Ildes Ferreira!
 

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